DESABAFO DE MORADORA DE CAMPESTRE-MA


DESABAFO DE CIDADÃ DE CAMPESTRE DO MARANHÃO

Senhores,
      Tenho 19 anos de idade, nasci e fui criada em Campestre do Maranhão. Meu pai faleceu quando eu tinha 9 anos e deixou minha mãe viúva com dois filhos para criar, eu e meu irmão, hoje com 13 anos de idade. Minha mãe teve que assumir o pequeno comércio da família e mesmo sendo criança fiquei muitas vezes na lojinha enquanto ela fazia doces e bombons para vendermos. Passamos necessidades, sempre sofrendo muito com a falta do meu querido pai. Porém, nunca manchamos sua memória e nossa vida sempre foi com honestidade e respeito ao próximo. Minha mãe se sacrifica muito para pagar minha faculdade de pedagogia e no tempo que me sobra, dou aulas particulares e ajudo na lojinha. Depois da escola, meu irmão vende milho assado na Belém-Brasília para ajudar nas despesas. Não gostamos disso, pois ele quase foi atropelado diversas vezes, mas ele insiste em trabalhar. Ele acha que o papai ficaria orgulhoso dele. Apesar das dificuldades, do sacrifício e do sofrimento, somos felizes, religiosos, honrados, corajosos e muito unidos. Eu sonho em ser advogada e promotora. Por enquanto só tive condições de cursar pedagogia, mas sei que um dia vou conseguir realizar meu maior sonho.
      Campestre, a cidade onde moro, é pobre e sofrida. As pessoas são desinformadas e resignadas com as coisas erradas que ocorrem aqui. Também pensam que não adianta reclamar porque somos um pedaço esquecido do Brasil. Eu não concordo com isso e aí está a razão deste desabafo. Sei que pago impostos em tudo que consumo. Sei que estes impostos são usados pelo Governo Federal do Brasil, país de todos nós, para melhorar a vida de todos os contribuintes. Também sei que os recursos financeiros são repassados aos Estados e Municípios para que sejam aplicados de forma compatível com os interesses da população. Em Campestre isso não ocorre, mas também sei que o Ministério Público e a imprensa séria defendem os interesses da sociedade e enchem de orgulho e esperança o cidadão brasileiro consciente. Através deles a minha voz poderá ser ouvida e também farão ecoar as vozes de tantas pessoas descrentes, sofridas e humilhadas da minha pequena cidade.
      A saúde pública de Campestre é uma vergonha, o Secretário de Saúde é omisso e o Prefeito é conivente com tudo. A educação é de péssima qualidade e serve apenas de cabide de emprego para aliados e também para “calar a boca” e oprimir os insatisfeitos. As escolas públicas estão abandonadas. A infra-estrutura urbana é ridícula. O SAAE de Campestre, que cobra tarifas abusivas da população, é um ninho de corrupção com funcionários fantasma e desvio de verbas.   
      Um fato revolta e envergonha as pessoas de bem da minha cidade e serve como exemplo de tudo isso que estou falando. A coleta de lixo urbano em Campestre, quando feita, é apenas uma vez por semana e todo mundo na cidade sabe disso. O lixo é estocado no quintal de casa juntando baratas e ratos. As ruas não são varridas e a cidade é um lixo só. Tem mato crescido e entulho em todo canto da cidade. Só que a prefeitura contratou por “concorrência pública” nº 003/2010, conforme publicado no diário oficial DOEMA de 18/10/2010, uma empresa de propriedade de Jozineide Fernandes, a Fernandes e Fernandes Limpeza Urbana Ltda. CNPJ 10.596.244/0001-32, no valor de R$ 604.779,78 por período de 12 meses, para realizar este serviço. São R$ 2.520 por dia útil. É só ver e comparar com outras cidades do mesmo tamanho. Jozineide é mulher do Jaci Cheleleu, verdadeiro dono da empresa e primo do prefeito Emivaldo. A empresa tem a Jozineide com 90 por cento da sociedade e os 10 por cento restantes estão no nome de Rafael Macedo, que não mora em Campestre e não tem dinheiro para montar negócio nenhum, mas também é primo do prefeito Emivaldo. Afinal, para onde vai todo esse dinheiro público já que praticamente não existe limpeza urbana na cidade?
      A população de Campestre foi iludida por um grupo de pilantras que está enriquecendo com o dinheiro do povo. Mas eu não vou me calar, pois sei que não estou só. Eu sei que posso contar com pessoas sérias, inclusive deste importante veículo de comunicação. Peço pelo amor de DEUS e em nome da JUSTIÇA que os fatos sejam divulgados e apurados, e que os culpados sejam punidos. Não aceito que a razão esteja com os que pensam que não vale a pena lutar ou que não adianta denunciar. Também não concordo com os que acham que vale a pena ser corrupto ou que é burrice ser honesto. Não foi isso que meu pai ensinou para mim e meu irmão. Como nesta semana faz 10 anos que ele se foi, é também por ele que escrevo este desabafo.
      Agradeço essa oportunidade e oro todos os dias para que a verdade possa aparecer.   


CAMPESTRE, JULHO DE 2011.

Um comentário:

  1. Viu Marlon, de Macedo em Macedo a família enche seu Patrimônio pessoal, hoje eu olhei alguém postando que Marco Aurélio, marido de Valéria que também é Macedo ganha remuneração mensal de 12 mil reias sem nem pisar lá! A Macedada tá dano é de machadada no pobre povo de Porto Franco, de Campestre e do resto do Maranhão o que eles dois não derem conta aí Valéria completa na Assembléia, pois dizem que Emivaldo Macedo não dá um passo sem a mão de Deoclides Macedo.

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